Sofar Sounds (ou Songs for a Room) é um programa onde membros se inscrevem para ser convidados para um show privado. Os eventos começaram em Londres em março 2009 por Rafe Offer, Rocky Start e Dave Alexander. A lista para tocar do show não é revelado até o início do evento, enquanto a localização só é anunciada no dia anterior. Existem hoje mais de 100 apresentações Sofar Sounds cada mês, muitos dos quais são hospedados em salas de estar dos membros. Até agora tem comunidades em mais de 200 cidades em todo o mundo.

No Brasil o Sofar começou em 2012 com a iniciativa providencial que o jovem Fernando Remiggi, 34 anos, teve quando estudava Engenharia de Som e Produção Musical em Londres. Em 2010, seu colega de trabalho o convidou para um evento. “Ele disse que era um show na casa de uma pessoa, num clima intimista, para sentar e escutar música, mas com bandas desconhecidas. Confesso que não me animei muito. Falei que ficava para a próxima.”

Quando o amigo contou o quanto a noite tinha sido incrível, Fernando decidiu que iria na próxima. Foi, sozinho, adorou o evento e todo o conceito em torno dele. Na mesma noite, conheceu o diretor do Sofar, Rafe Offer. “Perguntei de cara: se eu voltar para o Brasil, qual a possibilidade de levar este projeto para lá? Ele me disse para a gente conversar, pois o país estava em seus planos, mas até então ele não tinha conhecido ninguém que tivesse essa disponibilidade”, conta Fernando.

Fernando e a equipe inglesa do Sofar foram a mais quatro eventos juntos para que ele entendesse as características centrais do projeto: pouca gente – no máximo, 100 pessoas por evento. Oportunidade para boas bandas fora do circuito mainstream. Clima introspectivo, com um público realmente interessado em ouvir música. Remuneração livre. Parecia simples, mas no começo não foi fácil.

“Nos oito primeiros meses, tentamos implantar o modelo de negócios internacional, em que o público contribuía com quanto acha que o show valeu. Não deu certo. As pessoas davam moedas de 1 real, 50 centavos, e no final não tínhamos caixa para pagar nem a metade dos custos”, conta Fernando.

No Brasil, México e Índia o modelo de remuneração livre da Sofar não vingou. Mesmo sendo pagos, no entanto, os eventos realizados no Brasil têm sido superconcorridos: em São Paulo e Belo Horizonte, por exemplo, os organizadores recebem de 1 200 a 1 500 e-mails de interessados a cada edição, o que cria uma longa lista de espera.

O anúncio do evento vem por um teaser no Facebook: “Sofar Sounds edição Rio de Janeiro: já se inscreveu? Então não perca tempo porque já está quase lotado!” Quem quer ficar de fora de um evento “quase lotado”? Mas o que era? É provável que tenha a ver com música, você pensa. E quem não gosta de música?

Aí você preenche um formulário de inscrição, pequeno, e no final, recebe apenas um aviso: “Entraremos em contato, aguarde”. Alguns dias depois, um e-mail lhe informa que você foi um dos escolhidos para participar do evento. Mas a revelação ainda não é total. As explicações vêm em conta-gotas. O processo de seleção é randômico e realizado através do site www.random.org.

O Sofar internacional mantém o princípio de não remunerar os artistas, mas está nos planos dos empreendedores brasileiros conseguir, com o tempo, instituir o pagamento de um cachê.

Para o Sofar o mistério continua sendo a alma do negócio.

O Projeto ÁGORA TV Streaming exibe vídeos gravados ao vivo dos artistas que já participaram do Sofar Brasil em blocos de uma hora durante a programação.

Fique ligado! A música é parte de nosso DNA.

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